quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Senadores já defendem mudar o acordo ortográfico

De Brasília


Um grupo de senadores e de professores já articula mudanças no novo acordo ortográfico após o governo federal adiar para 2016 a entrada em vigor das novas regras.
O adiamento foi revelado pela Folha ontem. A implementação integral do acordo, adotado pelos setores públicos e privados no país desde 2008, estava prevista para o início do próximo mês.
Para pessoas envolvidas no processo, o adiamento acontece para que discordâncias em relação às mudanças na grafia das palavras em português sejam resolvidas, tanto no Brasil como no exterior.
"Há descontentamento. Se não tivesse, ninguém pediria um adiamento de três anos. Se fosse por problemas de aplicação, um ano bastaria", afirma o senador Cyro Miranda (PSDB-GO).
A senadora Ana Amélia (PP-RS) também defende mudanças. "Não se quer mutilar o acordo. A gente quer aperfeiçoá-lo para que seja de boa aceitação", afirma.
No entanto, o Itamaraty e o Ministério da Educação, pastas envolvidas na implementação da medida, dizem que a revisão do acordo não está em discussão.
Eles sustentam que o objetivo do adiamento é alinhar o Brasil aos prazos de Portugal --que tem até 2015 para adotar plenamente as mudanças.
Já o professor Ernani Pimentel, idealizador do movimento que defende a simplificação da língua portuguesa, afirma que o ministro Aloizio Mercadante está sensibilizado para a necessidade de alterações nas regras.
Segundo Pimentel, é preciso acabar com a característica de "decoreba" do acordo. "Agora, é questão de a gente organizar a discussão."
Procurado, o ministro Mercadante não falou. Mas o atual secretário de educação básica do MEC e futuro secretário da Educação da Prefeitura de São Paulo, Cesar Callegari, descartou alterações.
"A posição do governo é no sentido de respeitar acordos, produzir os resultados que dele devem derivar e se colocar à disposição, quando necessário, em processos revisores", disse Callegari.
O decreto que adia para 2016 a entrada em vigor do novo acordo ortográfico no Brasil chegou, ontem, à Casa Civil. A medida depende agora da assinatura da presidente Dilma Rousseff.

fonte:http://www1.folha.uol.com.br/educacao/1204698-senadores-ja-defendem-mudar-o-acordo-ortografico.shtml

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Exposição sobre a vida e a obra de Carlos Drummond de Andrade


Agência Brasil
A partir de amanhã (18), Brasília recebe uma exposição com elementos da vida e da obra de Carlos Drummond de Andrade. A mostra Drummond, Testemunho da Experiência Humana, organizada pela Fundação Banco do Brasil, vai retratar a vida e o pensamento do poeta mineiro, incluindo a infância, o início e a conclusão dos estudos,  a vida familiar, seu casamento e as obras.
De acordo com Eder Melo, diretor de Desenvolvimento Social da Fundação Banco do Brasil, é o lado cronista de Drummond que vai ser ressaltado na exposição. “Queríamos homenageá-lo sob essa perspectiva, que é a menos explorada nas mostras sobre o escritor, por isso o tema”, disse.
Serão apresentadas todas as capas de livros de Carlos Drummond de Andrade e citadas várias crônicas e poemas, entre eles os que falam de acontecimentos históricos brasileiros e mundiais, alguns trazendo ao lado a notícia que saiu no jornal sobre o fato abordado.
”Nas crônicas, Drummond trata, com sua elegância e fineza habituais, de problemas rotineiros e de grande importância, como a falta de água e a especulação imobiliária no Rio de Janeiro, acidentes comuns da vida urbana, a sobrevivência das culturas indígenas, as igrejas de escravos no período colonial mineiro, a nobreza do samba de Cartola” disse Melo.
O público poderá conferir gratuitamente a exposição de terça a domingo, das 9h às 21h, na área externa do Centro Cultural Banco do Brasil, até o dia 10 de fevereiro.
A mostra sobre o artista mineiro, cujo nascimento completou 110 anos em 2012, faz parte do Projeto Memória, e vai passar por 1.000 municípios brasileiros até dezembro de 2013. O projeto prevê ainda a distribuição da fotobiografia de Drummond a todas as cerca de 6 mil bibliotecas públicas listadas no cadastro da Biblioteca Nacional

Fonte:http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/cultura/2012/12/17/Cultura_Interna,339725/exposicao-sobre-a-vida-e-a-obra-de-carlos-drummond-de-andrade.shtml

sábado, 10 de novembro de 2012

Tecnologia não vai modificar a literatura, diz presidente da ABL

A internet e os novos dispositivos eletrônicos de leitura não vão mudar a essência da literatura. A avaliação é da presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Ana Maria Machado. Ela participou nesta sexta-feira da Festa Literária Internacional das Unidades de Polícia Pacificadora (Flupp), que será realizada até domingo na comunidade do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa. Ana Maria conversou com um grupo de crianças e adolescentes de escolas públicas do Rio e respondeu a perguntas da plateia.

"A tecnologia não vai modificar a literatura. Pode mudar o mercado de livros. Mas a literatura é a mesma desde que existe a linguagem. Muito antes de existir a escrita, já existia Homero, com a Odisseia e com a Ilíada. A literatura já foi escrita em papiro, em pergaminho, em rolo, em tablita tabletes de argila. O que muda é o suporte dela, se é uma tela de computador ou se é um livro, isso é secundário."
Autora de 140 livros, com cerca de 19 milhões de exemplares vendidos, traduzidos para diversas línguas, a presidenta da ABL disse que ainda não disponibilizou nenhuma obra em formato eletrônico. "Enquanto não se descobrir como remunerar o direito autoral, fica só a pirataria".
Sobre a presença da ABL na Flupp, realizada em uma área onde antes da pacificação das UPPs aparecia quase diariamente na imprensa por causa de tiroteios envolvendo o tráfico de drogas, Ana Maria disse que a academia tem uma ligação histórica com as favelas.
"A gente tem que lembrar que o fundador da academia, Machado de Assis, nasceu no Morro da Providência, a primeira favela do Brasil. Nossa presença aqui é uma volta ao lugar de onde nunca deveríamos ter saído. Não devíamos ser uma cidade partida. Devemos todos estar juntos, na grande síntese cultural brasileira."
Uma das perguntas feitas pelos estudantes à autora foi sobre qual era o prazer de sua profissão. "O prazer de ser escritora é poder tocar o outro. Poder chegar à mente, ao coração de outras pessoas. Falar em nome dos outros. Fazer com que o outro se reencontre na gente e que cada um se conheça mais pelo o que a gente escreveu."
Agência Brasil

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Britânicos dizem estar perto de traduzir escrita antiga não decifrada


Equipe pede ajuda do mundo para desvendar segredos de texto.
Peça foi escrita por civilização que viveu há 5 mil anos no Oriente Médio.

Da BBC

Escrita proto-Elamita (Foto: divulgação)
A luta de estudiosos para desvendar segredos de cinco mil anos guardados na escrita mais antiga do mundo ainda não decifrada pode estar chegando ao fim.
Um projeto internacional de pesquisa, liderado pela Oxford University, na Inglaterra, já lança luz sobre uma sociedade perdida que viveu na Idade do Bronze, no Oriente Médio, cujos trabalhadores escravos viviam com rações mínimas de alimento, à beira de morrer de fome.
"Acho que estamos finalmente a ponto de romper a barreira", disse Jacob Dahl, acadêmico do Wolfson College da Oxford University e diretor do Ancient World Research Cluster.
A escrita usada por essa civilização é chamada de proto-Elamita e foi usada entre 3200 AC e 2900 AC em uma região que corresponde hoje ao sudoeste do Irã.
A arma secreta de Dahl para decifrar o código é um aparelho capaz de ver a escrita com uma clareza nunca conseguida antes.
A máquina tem forma de uma abóbada e emite flashes de luz sobre objetos que contêm amostras da escrita.
Os flashes fazem parte de um sistema computadorizado que usa uma combinação de 76 tipos de luzes para captar cada pequena ranhura ou sulco na superfície dos objetos.
Assim, os cientistas conseguem produzir uma imagem virtual que pode ser vista de todos os ângulos possíveis.
A análise está sendo feita no museu Louvre, em Paris, onde está a maior coleção de amostras desse tipo de escrita do mundo.
A placa sendo pesquisada (foto: divulgação)
Esforço Coletivo
Dahl e sua equipe pretendem disponibilizar as imagens pela internet. O objetivo é que o público e outros acadêmicos ajudem na decodificação dos textos.
"Estamos enganados quando achamos que quebrar um código tem a ver com um gênio solitário que de repente entende o significado de uma palavra. O que funciona com mais frequência é o trabalho paciente de uma equipe e o compartilhamento de teorias. Colocar as imagens na internet deve acelerar esse processo."
Até agora, Dahl já decifrou 1.200 sinais mas disse que, depois de mais de dez anos de estudos, muito ainda se desconhece - mesmo palavras básicas como vaca ou gado.
"É um território desconhecido da história da humanidade", ele disse.
Escrita adulterada
Mas por que essa escrita seria tão difícil de interpretar?
Dahl acha que sabe, em parte, a resposta. Ele descobriu que os textos originais parecem conter muitos erros - e isso dificulta o trabalho de encontrar padrões consistentes.
Ele diz acreditar que isso se deva à ausência de estudo e aprendizado naquela sociedade. Os estudiosos não encontraram evidências de listas de símbolos ou exercícios para que os escribas aprendessem a preservar a precisão da escrita.
Isso teve conseqüências fatais para o sistema de escrita, que foi sendo adulterado e depois desapareceu após apenas 200 anos.
"A falta de uma tradição de estudos significou que muitos erros foram cometidos e o sistema de escrita pode ter se tornado inútil", disse Dahl.
O que dificulta ainda mais a decodificação é o fato de que esse é um estilo de escrita diferente de qualquer outro daquele período.
Além disso, não foram encontrados textos bilíngues - recurso que auxiliaria muito o trabalho dos pesquisadores.
Segundo Dahl, a escrita proto-Elamita foi elaborada a partir de uma língua da Mesopotâmia que foi alterada.
Vida dura
As placas usadas para o registro dos símbolos da escrita revelam detalhes íntimos dos escribas: algumas trazem as marcas das unhas dos autores.
Os pequenos símbolos e desenhos, gravados no barro de forma ordeira e cuidadosa, são claramente o produto de uma mente inteligente.
Embora ainda envoltos em mistério, os textos permitem que vislumbremos um pouco da realidade vivida por esse povo.
Segundo Dahl, os textos incluem um sistema de numeração, o que indica que muitas das informações contidas nas placas são de natureza contábil.
A sociedade era agrícola e bastante simples. Havia uma camada de líderes, figuras poderosas de nível médio e trabalhadores - que eram tratados como se fossem "gado com nomes".
Os líderes tinham nomes que refletiam seu status - o equivalente a alguém ser chamado de "Senhor Cem" para indicar o número de pessoas que estavam abaixo dele.
Dahl disse que é possível saber qual era a dieta dos trabalhadores: cevada, possivelmente triturada para formar um mingau e cerveja fraca. A quantidade de alimento que eles recebiam ficava pouco acima do limite da sobrevivência.
Aqueles de status mais elevado comiam iogurte, queijo e mel. Eles também criavam cabras, carneiros e bois. "Sua expectativa de vida pode ter sido tão longa como a de hoje", disse Dahl.
Dahl tem esperanças de que, com apoio suficiente, os segredos dessa última grande escrita, remanescente dos primórdios da nossa civilização, poderão ser finalmente desvendados.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Exposição de fotos mostra heróis de HQs em pontos turísticos de SP


Do G1 SP
Mostra foi aberta nesta terça-feira, no Centro Cultural São Paulo.
Fotógrafa registrou bonecos de 30 cm em cartões postais da cidade.


O Super-Homem levanta voo em plena Avenida Paulista e o Homem-Aranha lança suas teias em frente à Estação da Luz, no Centro de São Paulo. Na exposição “Heróis Urbanos”, em cartaz no Centro Cultural São Paulo até o dia 28 de outubro, a capital paulista e seus pontos turísticos viraram cenários das fotos dos heróis de histórias em quadrinho.
A exposição acontece na Gibiteca Henfil a partir desta terça-feira (11). As imagens são da fotógrafa Katia Arantes, que utilizou uma lente grande angular para fazer com que os bonecos, que têm cerca de 30 centímetros de altura, ganhem tamanho real.
A mostra é composta por 18 painéis fotográficos, que mostram a Mulher-Maravilha, Thor, Wolverine e outros heróis em cartões postais de São Paulo, como a Ponte Octávio Frias de Oliveira e o Edifício Copan.
Durante a mostra, os visitantes podem acompanhar o processo de montagem das fotos através de vídeos.
Serviço:

"Heróis Urbanos"
Quando: De 11 de setembro a 28 de outubro
Horário: De terça a sexta, das 10h às 10h30; fins de semana e feriados, das 10h às 17h30
Local: Centro Cultural São Paulo.
Endereço: Rua Vergueiro, 1.000, Paraíso
Telefone: (11) 3397-4090
Entrada franca


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