quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Canadense Alice Munro ganha prêmio Nobel de Literatura

BBC Brasil
Foto: BBC Brasil

A escritora canadense Alice Munro é a vencedora do prêmio Nobel de Literatura de 2013. O anúncio foi feito nesta quinta-feira pela Academia Sueca, que distribui os prêmios.

A autora de 82 anos escreveu livros como O Amor de uma Boa Mulher, Felicidade Demais e Fugitiva.

Confira os vencedores do prêmio Nobel de literatura desde 2000, e como a Academia Sueca os descreve:

  • Mo Yan em 2012: "seu realismo alucinógeno mistura contos folclóricos, história e o mundo contemporâneo".
  • Tomas Tranströmer em 2011: "através de suas imagens translúcidas e condensadas, ele nos dá um novo acesso à realidade".
  • Mario Vargas Llosa em 2010: "por sua cartografia das estruturas do poder e as imagens vigorosas da resistência, revolta e derrota dos indivíduos".
  • Herta Müller em 2009: "com sua concentração de poesia e sinceridade na prosa, ela retrata a paisagem dos menos privilegiados".
  • Jean-Marie Gustave Le Clézio em 2008: "autor de novas saídas, aventuras poéticas e êxtase sensual - explorador da humanidade além e abaixo da civilização dominante".
  • Doris Lessing em 2007: "a épica autora da experiência humana, cujo ceticismo, fogo e poder visionário colocou em escrutínio uma civilização dividida".
  • Orhan Pamuk em 2006: "que, na busca pela alma melancólica de sua cidade natal, descobriu novos símbolos do choque de culturas entrelaçadas".
  • Harold Pinter em 2005: "que, em suas peças, revela o precipício abaixo das disputas cotidianas, e força as entradas nos quartos fechados da opressão".
  • Elfriede Jelinek em 2004: "por seu fluxo musical de vozes e 'contravozes' em novelas e peças que - com zelo linguístico extraordinário - revelam o absurdo dos clichés da sociedade e do poder opressor".
  • John M. Coetzee em 2003:"que em inúmeros disfarces retrata o envolvimento surpreendente do estranho".
  • Imre Kertész em 2002: "por uma escrita que mantém a experiência frágil do indivíduo diante da arbitrariedade bárbara da história".
  • Vidiadhar Surajprasad Naipaul em 2001: "por possuir uma narrativa com perspectiva coesa e por trabalhos de escrutínio incorruptível que nos levam a enxergar a presença de histórias suprimidas".
  • Gao Xingjian em 2000: "por uma obra de validade universal, visões amargas e engenhosidade linguística, que abrem novos caminhos para novela e teatro chineses".

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Senadores já defendem mudar o acordo ortográfico

De Brasília


Um grupo de senadores e de professores já articula mudanças no novo acordo ortográfico após o governo federal adiar para 2016 a entrada em vigor das novas regras.
O adiamento foi revelado pela Folha ontem. A implementação integral do acordo, adotado pelos setores públicos e privados no país desde 2008, estava prevista para o início do próximo mês.
Para pessoas envolvidas no processo, o adiamento acontece para que discordâncias em relação às mudanças na grafia das palavras em português sejam resolvidas, tanto no Brasil como no exterior.
"Há descontentamento. Se não tivesse, ninguém pediria um adiamento de três anos. Se fosse por problemas de aplicação, um ano bastaria", afirma o senador Cyro Miranda (PSDB-GO).
A senadora Ana Amélia (PP-RS) também defende mudanças. "Não se quer mutilar o acordo. A gente quer aperfeiçoá-lo para que seja de boa aceitação", afirma.
No entanto, o Itamaraty e o Ministério da Educação, pastas envolvidas na implementação da medida, dizem que a revisão do acordo não está em discussão.
Eles sustentam que o objetivo do adiamento é alinhar o Brasil aos prazos de Portugal --que tem até 2015 para adotar plenamente as mudanças.
Já o professor Ernani Pimentel, idealizador do movimento que defende a simplificação da língua portuguesa, afirma que o ministro Aloizio Mercadante está sensibilizado para a necessidade de alterações nas regras.
Segundo Pimentel, é preciso acabar com a característica de "decoreba" do acordo. "Agora, é questão de a gente organizar a discussão."
Procurado, o ministro Mercadante não falou. Mas o atual secretário de educação básica do MEC e futuro secretário da Educação da Prefeitura de São Paulo, Cesar Callegari, descartou alterações.
"A posição do governo é no sentido de respeitar acordos, produzir os resultados que dele devem derivar e se colocar à disposição, quando necessário, em processos revisores", disse Callegari.
O decreto que adia para 2016 a entrada em vigor do novo acordo ortográfico no Brasil chegou, ontem, à Casa Civil. A medida depende agora da assinatura da presidente Dilma Rousseff.

fonte:http://www1.folha.uol.com.br/educacao/1204698-senadores-ja-defendem-mudar-o-acordo-ortografico.shtml

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Exposição sobre a vida e a obra de Carlos Drummond de Andrade


Agência Brasil
A partir de amanhã (18), Brasília recebe uma exposição com elementos da vida e da obra de Carlos Drummond de Andrade. A mostra Drummond, Testemunho da Experiência Humana, organizada pela Fundação Banco do Brasil, vai retratar a vida e o pensamento do poeta mineiro, incluindo a infância, o início e a conclusão dos estudos,  a vida familiar, seu casamento e as obras.
De acordo com Eder Melo, diretor de Desenvolvimento Social da Fundação Banco do Brasil, é o lado cronista de Drummond que vai ser ressaltado na exposição. “Queríamos homenageá-lo sob essa perspectiva, que é a menos explorada nas mostras sobre o escritor, por isso o tema”, disse.
Serão apresentadas todas as capas de livros de Carlos Drummond de Andrade e citadas várias crônicas e poemas, entre eles os que falam de acontecimentos históricos brasileiros e mundiais, alguns trazendo ao lado a notícia que saiu no jornal sobre o fato abordado.
”Nas crônicas, Drummond trata, com sua elegância e fineza habituais, de problemas rotineiros e de grande importância, como a falta de água e a especulação imobiliária no Rio de Janeiro, acidentes comuns da vida urbana, a sobrevivência das culturas indígenas, as igrejas de escravos no período colonial mineiro, a nobreza do samba de Cartola” disse Melo.
O público poderá conferir gratuitamente a exposição de terça a domingo, das 9h às 21h, na área externa do Centro Cultural Banco do Brasil, até o dia 10 de fevereiro.
A mostra sobre o artista mineiro, cujo nascimento completou 110 anos em 2012, faz parte do Projeto Memória, e vai passar por 1.000 municípios brasileiros até dezembro de 2013. O projeto prevê ainda a distribuição da fotobiografia de Drummond a todas as cerca de 6 mil bibliotecas públicas listadas no cadastro da Biblioteca Nacional

Fonte:http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/cultura/2012/12/17/Cultura_Interna,339725/exposicao-sobre-a-vida-e-a-obra-de-carlos-drummond-de-andrade.shtml

sábado, 10 de novembro de 2012

Tecnologia não vai modificar a literatura, diz presidente da ABL

A internet e os novos dispositivos eletrônicos de leitura não vão mudar a essência da literatura. A avaliação é da presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Ana Maria Machado. Ela participou nesta sexta-feira da Festa Literária Internacional das Unidades de Polícia Pacificadora (Flupp), que será realizada até domingo na comunidade do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa. Ana Maria conversou com um grupo de crianças e adolescentes de escolas públicas do Rio e respondeu a perguntas da plateia.

"A tecnologia não vai modificar a literatura. Pode mudar o mercado de livros. Mas a literatura é a mesma desde que existe a linguagem. Muito antes de existir a escrita, já existia Homero, com a Odisseia e com a Ilíada. A literatura já foi escrita em papiro, em pergaminho, em rolo, em tablita tabletes de argila. O que muda é o suporte dela, se é uma tela de computador ou se é um livro, isso é secundário."
Autora de 140 livros, com cerca de 19 milhões de exemplares vendidos, traduzidos para diversas línguas, a presidenta da ABL disse que ainda não disponibilizou nenhuma obra em formato eletrônico. "Enquanto não se descobrir como remunerar o direito autoral, fica só a pirataria".
Sobre a presença da ABL na Flupp, realizada em uma área onde antes da pacificação das UPPs aparecia quase diariamente na imprensa por causa de tiroteios envolvendo o tráfico de drogas, Ana Maria disse que a academia tem uma ligação histórica com as favelas.
"A gente tem que lembrar que o fundador da academia, Machado de Assis, nasceu no Morro da Providência, a primeira favela do Brasil. Nossa presença aqui é uma volta ao lugar de onde nunca deveríamos ter saído. Não devíamos ser uma cidade partida. Devemos todos estar juntos, na grande síntese cultural brasileira."
Uma das perguntas feitas pelos estudantes à autora foi sobre qual era o prazer de sua profissão. "O prazer de ser escritora é poder tocar o outro. Poder chegar à mente, ao coração de outras pessoas. Falar em nome dos outros. Fazer com que o outro se reencontre na gente e que cada um se conheça mais pelo o que a gente escreveu."
Agência Brasil

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