quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Reedições de Drummond e Joyce são destaques em 2012


Jorge Amado e Nelson Rodrigues fariam 100 anos em 2012. Carlos Drummond de Andrade, 110. James Joyce, 130 - mas nesse caso, mais importante que a data do aniversário é que 2012 representa o primeiro ano desde a entrada de sua obra em domínio público, ou seja, qualquer editora interessada na obra do irlandês poderá ter sua própria edição sem passar pelo crivo, ou pelas garras, da família do escritor a partir do ano novo. Essas datas redondas são sempre um bom motivo para as editoras reavivarem a obra de seus autores, e os leitores podem esperar novidades para o ano que vem.

De Joyce, o selo Penguin-Companhia das Letras lança, em abril, uma nova tradução de "Ulisses" feita por Caetano Galindo. Já a Iluminuras publica o infantil "O Gato E O Diabo", com tradução da pesquisadora e escritora Dirce Waltrick do Amarante, e "De Santos E Sábios", seleção de escritos estéticos e políticos organizados por Sérgio Medeiros e por Dirce. Mais misteriosa é a programação de lançamentos da Nova Fronteira, que edita Nelson Rodrigues. Ela garante que publicará textos inéditos do autor, releituras de suas peças e edições populares, mas não dá detalhes.
Drummond ressurge nas livrarias com nova roupagem também pela Companhia das Letras, que ganhou, em 2011, o direito de publicar toda a obra do poeta mineiro. "A Rosa do Povo", o primeiro, chega em março, em tempo da homenagem da 10.ª Festa Literária Internacional de Paraty, marcada para julho. Ainda em 2012, outros três serão lançados.

Quando a obra de um autor muda de editora é natural que ela ganhe revisão e novo projeto gráfico. É isso o que também vai acontecer com Mario Quintana, antes no catálogo da Globo e agora no da Alfaguara. Os primeiros cinco títulos, entre os quais uma coletânea inédita, serão publicados no segundo semestre. Vale também para a obra de Pedro Nava, em novas edições da Companhia das Letras a partir de fevereiro. E para Cecília Meireles (38 livros em 40 meses), se nada mais der errado entre seus herdeiros, Manuel Bandeira (23 reedições e 13 inéditos) e Orígenes Lessa (34 antigos e 7 novos), todos agora no catálogo da Global.

Os 90 anos da Semana de Arte Moderna também serão lembrados em livro. Um deles será "1922, a Semana", do jornalista Marcos Augusto Gonçalves, que sai pela Companhia das Letras.
Mas nem só de datas comemorativas e reedições vive o mercado editorial brasileiro - que, a propósito, está deixando passar o bicentenário de Charles Dickens. Em 2012, serão lançados livros para todos os gostos e se a produção continuar em crescimento, como nos últimos anos de acordo com pesquisa feita pela Fipe, os leitores podem esperar pelo menos 18 mil novos títulos (e 36 mil reedições) no Brasil. Isso sem contar os e-books.

Para quem gosta de biografia e livros de memória, a dica é preparar o bolso, já que o gênero é um dos mais frequentes nas listas das editoras. A L&PM prepara dois títulos sobre Andy Warhol - uma biografia escrita por Mériam Korichi e o diário do artista, que será dividido em dois volumes e editados no formato bolso. A Ediouro lança "American Rebel", a história de Clint Eastwood contada por Marc Eliot. Já a vida de Norman Bengell será resgatada pelo historiador Davi Araújo para a Nversos.

Pela LeYa, sai a edição revista e ampliada de Furacão Elis, lançada pela jornalista Regina Echeverria em 1985. A Globo publica as biografias de Neil Young e Rod Stewart escritas pelos próprios músicos. A Balada de Bob Dylan, de Daniel Mark Epstein, sai pela Zahar. O gênero também é uma das apostas da Lafonte/Larousse para o ano. Ela manda para as livrarias biografias ilustradas de Pink Floyd e de Elvis Prestley, por Marie Clayton; de Led Zeppelin e Eric Clapton, por Chris Welsh; de Keith Richards, escrita por Victor Bockris; dos Beatles, por Terry Burrows; e do Nirvana, por Gillian Gaar. Um livro sobre os 40 anos do Queen também está nos planos. A Melhoramentos vai editar um livro de Paul McCartney, mas sem relação com sua história ou com música. Sem título definido, tratará sobre culinária vegetariana. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte:  http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,reedicoes-de-drummond-e-joyce-sao-destaques-em-2012,816427,0.htm

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Ana Maria Machado é a nova presidente da Academia Brasileira de Letras



A Academia Brasileira de Letras elegeu, por unanimidade, no dia 8 de dezembro a Diretoria que ficará à frente da instituição no próximo ano. A Acadêmica Ana Maria Machado será a Presidente. Ela substituirá o Acadêmico Marcos Vinicios Vilaça,  que dirigiu a ABL nos biênios 2006/07 e 2010/11.

Os demais eleitos são: Secretário-Geral: Geraldo Holanda Cavalcanti; Primeiro-Secretário: Domício Proença Filho; Segundo-Secretário: Marco Lucchesi;  Tesoureiro: Evanildo Cavalcante Bechara. Ao fim da sessão, o Presidente Marcos Vinicios Vilaça anunciou a nova Diretoria.

Segunda mulher eleita Presidente da ABL – antes foi a Acadêmica Nélida Piñon, em 1997, ano do centenário da Academia – a escritora Ana Maria Machado, assim que foi confirmada sua vitória, afirmou: “Daremos continuidade à linha de atividades voltadas para a promoção dos melhores valores da cultura nacional e da língua portuguesa. A dinâmica da Casa será a mesma iniciada pelas gestões anteriores. Independentemente disso, dirigiremos nossa ênfase para duas celebrações   em particular: o centenário de morte do Barão do Rio Branco, e a celebração do centenário de nascimento de Jorge Amado".

A solenidade de posse da nova Diretoria para o exercício de 2011 será realizada no dia 15 de dezembro, quinta-feira, às 17h, no Salão Nobre do Petit Trianon.

Fonte: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=12710&sid=727

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

176º aniversário de Mark Twain

Comemora-se hoje o 176º aniversário de Samuel Langhorne Clemens ou simplesmente conhecido pelo pseudônimo Mark Twain.

Nascido em 30 de novembro de 1835, foi escritor, jornalista e humorista. Com seus principais títulos como As Aventuras de Tom Sawyer, As Aventuras de Huckleberry Finn, e o O Príncipe e o Mendigo, Twain foi considerado “pai da literatura americana”.

Interessado por ciência e tecnologia, chegando a ser amigo de Nicolas Tesla considerado um importante cientista e inventor na época, reuniam-se com freqüência para testar seus experimentos. Escreveu ainda varias obras e morreu em 21 de abril de 1910.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Colóquio em Cabo Verde debate o futuro do português nas diásporas


Estratégia de ensino e promoção da língua é um dos tópicos do encontro que reúne especialistas dos Estados Unidos, da França e do Japão, entre outros países.
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

O Instituto Internacional de Língua Portuguesa, Iilp, está realizando em sua sede, na Cidade da Praia, em Cabo Verde o colóquio internacional “A Língua Portuguesa nas Diásporas”.
O objetivo do evento é debater estratégias de ensino do idioma em comunidades que vivem fora de seus países de origem.

Políticas Nacionais
 O Iilp, o braço linguístico da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, está realizando uma série de colóquios para determinar as políticas nacionais de promoção do português e do ensino do idioma no exterior.
       
O diretor-executivo do Iilp, Gilvan Mueller de Oliveira, falou à Rádio ONU, da Cidade da Praia, sobre umas das dificuldades em precisar o número de falantes do português nas diásporas.
“As diásporas têm caráter muito variável. Há pessoas que são idocumentadas, há pessoas que estão registradas nas Embaixadas, mas na prática já perderam a língua. Trabalhamos com números muito aproximativos, o que seria de 7 milhões de pessoas.”
O colóquio em Cabo Verde deve terminar nesta quarta-feira com recomendações que serão enviadas às Comissões Nacionais dos oito países de língua portuguesa e que pertencem à Cplp.
*Apresentação: Leda Letra.

fonte:  http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2011/11/coloquio-em-cabo-verde-debate-o-futuro-do-portugues-nas-diasporas/

sábado, 26 de novembro de 2011

ABL lança o livro sobre Olavo Bilac


Academia Brasileira de Letras lança, em coedição com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, o livro Para uma história da belle époque: a coleção de cardápios de Olavo Bilac, da historiadora Lúcia Garcia e prefácio do Acadêmico Alberto da Costa e Silva, mentor do projeto.
De acordo com o Acadêmico Alberto da Costa e Silva, em seu prefácio, “o livro reuniu, com gosto e rigor, o melhor da coleção de cardápios de Olavo Bilac — a mais importante de que, no Brasil, se tem notícia — revelando como padrões estéticos se iam popularizando no país, na chamada belle époque, e como, pela lista de pratos de prestígio e de festa, se afrancesavam cada vez mais as suas elites”. O Acadêmico disse, ainda, que “ao colecionar os cardápios dos banquetes, Bilac tinha possivelmente a consciência de que preservava com eles o pouco de uma vida que todos os dias se mudava em saudade”.
A coleção revela o requinte e a sofisticação, não somente na elaboração gráfica dos cardápios, como também dos almoços e jantares que reuniam a elite da sociedade carioca da época. Retrata, ainda, um dos aspectos menos conhecidos do poeta: a do jornalista gourmet, do carioca amante da boa mesa, do poeta que se rendia à sociabilidade e à celebração do prazer gastronômico. É sobre esse Bilac, sobre sua coleção de cardápios guardada na ABL desde o começo do século passado, apresentada pela primeira vez em conjunto, de que trata também o livro.
“Os cardápios são inéditos e vão desde os momentos finais da Monarquia. Alguns são manuscritos. Acredito que Bilac tenha juntado isso para revisitar os momentos vividos”, afirmou Lúcia Garcia. Ela disse, ainda, que há menus em seda, outros com ilustrações assinadas, e ainda os que foram feitos para o aniversário do poeta.
O lançamento acontece hoje, 25 de novembro, a partir das 17h, no Petit Trianon. Entrada franca.
Saiba mais
Olavo Bilac, mais conhecido como o expoente da poesia parnasiana no Brasil e um dos fundadores da ABL, foi também um grande cronista de seu tempo, entre 1890 e 1910, época. Frequentou, assiduamente, os banquetes comemorativos de atos e iniciativas públicas, comuns no fim do século XIX e começo do XX. Passou, então, a colecionar cardápios desses eventos, que possibilitaram à autora Lúcia Garcia, uma seleção dos mais significativos, tendo em vista sua contextualização histórica, permitindo ao leitor, com isso, conhecer acontecimentos memoráveis da história do Rio de Janeiro e da belle époque.

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