sábado, 19 de novembro de 2011

Livro que coloca em dúvida suicídio de Van Gogh revela alquimia entre arte e vida

Michiko Kakutani - The New York Times
Ele tinha "um sol na cabeça e uma tempestade no coração": tais palavras, usadas para descrever o pintor francês Eugène Delacroix, foram memorizadas por Vincent van Gogh e poderiam facilmente ser aplicadas ao próprio holandês.
Da sua turbulenta vida emocional, repleta de solidão e desespero, emergiu - numa única década incandescente - uma profusão de pinturas encantadoras e vibrantes que realizaram a ambição dele de criar uma arte capaz de proporcionar consolo aos enlutados e redenção aos desesperados. Imagens que pudessem "dizer algo reconfortante, assim como a música é reconfortante - algo que invoque o eterno": estrelas fosforescentes rodopiando num céu noturno sob o luar amarelado; um conjunto de lírios radiantes florescendo num verdejante jardim iluminado pelo sol do Mediterrâneo; uma revoada de corvos batendo suas asas sobre a vastidão dourada dos campos de trigo sob um céu tempestuoso.
Na sua nova e magistral biografia, Van Gogh: The Life, Steven Naifeh e Gregory White Smith proporcionam ao leitor uma viagem guiada pelo mundo pessoal e pela obra do pintor holandês, esclarecendo a evolução da sua arte ao mesmo tempo em que articulam uma teoria - certamente controvertida - para explicar a morte dele aos 37 anos.
Embora o suicídio à bala já tenha se tornado parte do mito do artista torturado que envolve e disfarça Van Gogh, Naifeh e Smith destacam que há problemas nesta hipótese - como o ângulo do disparo, o desaparecimento da arma e de outras provas, e a longa caminhada que Van Gogh, já ferido, teria de fazer para voltar ao seu quarto. Em vez disso, eles propõem uma intrigante teoria alternativa, da qual os primeiros rumores foram ouvidos pelo historiador da arte John Rewald na década de 30 durante uma visita a Auvers, pequena cidade francesa onde Van Gogh morreu.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

30ª Feira do Livro de Brasília


Começa nesta sexta-feira a 30ª Feira do Livro de Brasília. O evento conta com uma grande programação como oficinas, palestras, apresentações teatrais, exposições e a presença de autores nacionais e internacionais. A exposição estará aberta diariamente das 10h às 22h até o dia 20 de novembro no pavilhão de exposições Expobrasília no Parque da Cidade com entrada franca.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Peripécias de um príncipe


Sou um príncipe em meu planeta
Tem vulcão e uma rosa
Todo dia eu lhe rego
Que feliz se desabrocha

Viajando pelo espaço
Desse infinito universo
Onde os mundos se separam
Em bem mais de cem mil metros

Na minha mente eu pensava
Será isso tudo um sonho?
Que um cometa eu pegava
E na Terra levei um tombo!

Era sim , era verdade
E de tal proeza feita
Repeti a atividade
Pela cauda de um cometa

Meu planeta eu voltei
E aqui de novo estou
Minha rosa eu já reguei
E o vulcão fumaça soltou

                                                                                                      Evander Lima

domingo, 6 de novembro de 2011

Ansiosa Espera


Recebi a sua carta
Tinha cheiro de perfume
Lá dizia que a dor que mata
É a distância que nos une.

Era tudo que eu lia
Pois estava no papel
Que o amor tu sentias
Tinha bom sabor de mel

Mas meu bem, não se choque
Com o que agora eu vou dizer
Mês que vem vou de galope
Para meu amor eu ver.

Nesses versos que lê agora
Grave bem no coração
Quero te ver lá fora
Me esperando no portão.

                                                                                                           Evander Lima

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Documentário sobre Saramago é apresentado em NY em campanha pelo Oscar

O documentário José e Pilar, que relata a vida do falecido escritor português José Saramago e de sua esposa, a jornalista espanhola Pilar del Río, foi apresentado nesta terça-feira (1º) em Nova York como parte da campanha para indicação ao Oscar.

José e Pilar teve mais de 200 horas gravadas para a produção bruta e retrata a vida profissional e pessoal do casal desde 2006 até final de 2008, durante o processo criativo, elaboração e lançamento do romance A Viagem do Elefante, conta o português Miguel Gonçalves Mendes, diretor do longa-metragem.

- O filme é inovador na forma de contar a história e, ao mesmo tempo, é muito humano e universal. Tem toda a legitimidade para ser indicado e até para ganhar.

Pilar del Río também esteve presente na campanha do documentário em Nova York.

- O filme desconstroi alguns tópicos sobre a vida do escritor. Não é a vida de glamour que muitos acreditam ter, os espectadores se dão conta da pressão que existe.

Foi justamente a vocação de mudar a imagem que se tem do escritor o que levou Gonçalves Mendes a dirigir o documentário, com o qual tinha a intenção de "fazer um retrato intimista do autor".

- Saramago às vezes é visto como alguém muito sério. Eu não entendia como alguém que coloca esse grau de humanidade em seus personagens podia ser o que alguns diziam que era.
O filme foi o escolhido pelo Instituto Cinematográfico e Audiovisual português para representar Portugal no Oscar. O diretor lembrou que, na terra natal de Saramago, a obra foi vista por 30 mil pessoas, enquanto, no Brasil, o público chegou a 40 mil. A fita já tem distribuidora nos Estados Unidos e lançamento previsto para abril de 2012, mas ainda deve ser selecionada pela Academia de Hollywood para concorrer ao Oscar, seja na categoria de Melhor Filme Estrangeiro ou de Melhor Documentário.

"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."
fonte:
http://entretenimento.r7.com/cinema/noticias/documentario-sobre-saramago-e-apresentadoem-ny-em-campanha-pelo-oscar-20111102.html

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